Blefarite: o que é, sintomas e como tratar

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Olhos que ardem, coçam e amanhecem grudados com crostas nos cílios? Pode ser blefarite.

A blefarite é uma inflamação crônica da borda das pálpebras, onde nascem os cílios, que causa irritação, vermelhidão e descamação.

Ela é muito comum, costuma ser recorrente e raramente tem cura definitiva. Mas tem controle, e bem feito.

Aqui você entende por que ela acontece, como reconhecer e o que realmente funciona no tratamento.

O que é blefarite?

Blefarite é a inflamação da margem palpebral, a região da pálpebra onde ficam os cílios e as glândulas que produzem parte do filme lacrimal.

Ela pode ser anterior, na parte externa onde nascem os cílios, ou posterior, ligada às glândulas de Meibomius.

É uma condição crônica, ou seja, tende a ir e voltar ao longo da vida.

A boa notícia: com a rotina certa, dá para manter os sintomas sob controle.

Sintomas da blefarite

Os sinais costumam ser persistentes e incômodos.

  • Coceira e ardência nas pálpebras
  • Vermelhidão na borda dos olhos
  • Crostas e descamação na base dos cílios, sobretudo ao acordar
  • Sensação de areia ou corpo estranho
  • Olhos lacrimejando ou, ao contrário, ressecados
  • Cílios grudados pela manhã

É comum os sintomas piorarem de manhã e em períodos de cansaço ou estresse.

O que causa blefarite

A blefarite costuma ter mais de uma causa atuando junto.

  • Excesso de bactérias na margem das pálpebras
  • Disfunção das glândulas de Meibomius (que produzem a parte oleosa da lágrima)
  • Dermatite seborreica e pele oleosa
  • Rosácea
  • Ácaros do gênero Demodex nos cílios

Por ser multifatorial, ela raramente desaparece de vez. O foco é o controle.

Blefarite, olho seco e terçol

Esses três problemas andam juntos com frequência.

A disfunção das glândulas que ocorre na blefarite altera a qualidade da lágrima e favorece o olho seco.

E a inflamação crônica da pálpebra facilita o aparecimento de terçóis de repetição.

Tratar a blefarite, portanto, melhora os três quadros ao mesmo tempo.

Como tratar blefarite

O pilar do tratamento da blefarite é a higiene palpebral diária. Não tem atalho.

A rotina básica tem três passos.

1. Compressa morna

Aplique uma compressa morna sobre os olhos fechados por 5 a 10 minutos.

O calor amolece a secreção das glândulas e facilita a limpeza.

2. Limpeza da margem palpebral

Limpe a base dos cílios com produto próprio para higiene palpebral ou xampu neutro infantil bem diluído.

Esse passo remove crostas, oleosidade e excesso de bactérias.

3. Tratamento complementar

Conforme o caso, o oftalmologista pode indicar lágrimas artificiais, pomadas com antibiótico ou anti-inflamatório e, em quadros específicos, medicação oral.

A automedicação com colírios por conta própria não é recomendada.

Blefarite tem cura?

Na maioria dos casos, a blefarite não tem cura definitiva, porque é crônica.

Mas tem controle muito bom.

Quem mantém a higiene palpebral como hábito costuma passar longos períodos sem sintomas.

Abandonar a rotina é o que faz o quadro voltar.

Quando procurar o oftalmologista

Vale buscar avaliação quando os sintomas são persistentes, pioram ou não melhoram com a higiene básica.

Também merecem atenção a vermelhidão intensa, a queda de cílios e a piora da visão.

Se você está em Contagem ou região, uma consulta com oftalmologista ajuda a montar o plano de tratamento certo para o seu caso.

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Blefarite tem cura?

A blefarite geralmente não tem cura definitiva por ser uma condição crônica, mas tem ótimo controle. A higiene palpebral diária mantém os sintomas afastados na maioria dos casos.

Blefarite é contagiosa?

Não. A blefarite não é contagiosa. Ela é causada por fatores como excesso de bactérias da própria pele, disfunção das glândulas palpebrais, oleosidade e rosácea, e não se transmite de uma pessoa para outra.

Como limpar a pálpebra na blefarite?

Aplique compressa morna por 5 a 10 minutos e depois limpe a base dos cílios com produto próprio para higiene palpebral ou xampu neutro infantil bem diluído. A rotina deve ser diária para controlar os sintomas.

Blefarite causa olho seco?

Sim. A blefarite afeta as glândulas que produzem a parte oleosa da lágrima, alterando a qualidade do filme lacrimal e favorecendo o olho seco. Por isso os dois quadros costumam aparecer juntos.

Blefarite pode causar terçol?

Pode. A inflamação crônica da margem palpebral facilita o entupimento das glândulas e o crescimento bacteriano, aumentando o risco de terçóis de repetição. Controlar a blefarite reduz esses episódios.

Sobre a CEOC

Conteúdo revisado pela equipe médica do CEOC (Centro Especializado em Oftalmologia de Contagem), formada por oftalmologistas dedicados ao diagnóstico e tratamento de doenças oculares em Contagem-MG. Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial.

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